A mensuração de passivos atuariais relacionados a benefícios pós-emprego representa um dos desafios mais complexos enfrentados por atuários e gestores corporativos na atualidade. Entre as diversas obrigações de longo prazo que as empresas devem reconhecer em seus balanços patrimoniais, os planos de assistência médica para aposentados e seus dependentes se destacam pela volatilidade e magnitude dos valores envolvidos. A dificuldade central reside na necessidade de projetar, com razoável grau de precisão, o comportamento dos custos assistenciais ao longo de horizontes temporais que frequentemente ultrapassam duas décadas. Diferente de outros passivos atuariais, como os planos de previdência tradicionais, nos quais os benefícios são relativamente estáveis e previsíveis, os custos médicos são influenciados por uma multiplicidade de fatores dinâmicos e interdependentes que desafiam qualquer tentativa simplista de extrapolação.
A projeção de custos médicos para o CPC 33
