Após 2 anos de prejuízo, operadoras de planos de saúde têm lucro operacional de R$ 1,6 bi no 1º tri

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Com isso, o setor reverteu o prejuízo de R$ 1,6 bilhão apurado um ano antes, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

Após dois anos com resultados negativos no primeiro trimestre, as operadoras de planos de saúde registraram um lucro operacional de R$ 1,8 bilhão, entre janeiro e março de 2024. Com isso, o setor reverteu o prejuízo de R$ 1,6 bilhão apurado um ano antes, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Já o lucro líquido, que considera os ganhos financeiros, saltou de R$ 620,5 milhões para R$ 3 bilhões, no período de comparação. A receita somou R$ 83 bilhões, o que representa um aumento de 12,7%, quando comparado a igual trimestre de 2023.

A ANS destacou que “mesmo em um contexto de redução de taxas de juros, a remuneração das aplicações financeiras acumuladas pelas operadoras médico-hospitalares – que totalizaram R$ 115,4 bilhões ao final de março – continua a contribuir fortemente com a composição do seu resultado líquido total.”

No primeiro trimestre de 2024, o resultado financeiro foi positivo em R$ 2,3 bilhões, patamar próximo do observado nos três primeiros meses de 2022 e 2023. “A leitura que temos que fazer desses resultados é no sentido do que já viemos observando nos últimos trimestres, de uma recuperação econômico-financeira do setor. Mesmo que não na velocidade pretendida pelas operadoras, mas há um sólido caminho de retomada dos saldos positivos. Entretanto, é importante não perder de vista que essa recuperação precisa se refletir na garantia e na melhoria dos serviços oferecidos aos beneficiários”, disse Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS.

A Abramge, associação do setor, destacou que “os resultados operacionais e financeiros do primeiro trimestre de 2024 indicam uma recuperação parcial do setor, o que é extremamente positivo para garantir a assistência à saúde de qualidade a mais de 51 milhões de brasileiros. Embora positivo, é preciso analisá-lo com cautela, em um contexto mais amplo e considerar as distintas realidades das diferentes operadoras”.

A Bradesco Saúde teve resultado operacional negativo de R$ 240,6 milhões, mas teve um lucro líquido de R$ 302,1 milhões no primeiro trimestre. A Amil teve prejuízo operacional de R$ 18,8 milhões e lucro líquido de R$ 63,3 milhões. Entre as operadoras de autogestão, aquelas administradas pelas próprias contratantes, a Geap (que atende servidores públicos) também teve prejuízo tanto operacional como líquido de R$ 192,3 milhões e R$ 117,5 milhões, respectivamente. A Cassi, do Banco do Brasil, viu seu resultado operacional ficar negativo em R$ 102,5 milhões e a última linha do balanço ficou no vermelho em R$ 30,5 milhões.

Fonte: Valor Econômico