Com taxa de sinistralidade mais alta do segmento, autogestões debatem alternativas de controle

A alta sinistralidade dos planos de saúde e as alternativas para conter este índice serão alguns dos temas da mesa redonda Controle da Sinistralidade na Saúde Suplementar do 8° Seminário UNIDAS – PRÁTICAS INOVADORAS NA GESTÃO DA SAÚDE. Entre os participantes: UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), Abramge, FenaSaúde e Unimed. Para as autogestões, que não têm fins lucrativos, a questão é ainda mais complexa. A taxa de sinistralidade dos planos de saúde, de modo geral é de 85,6% segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde suplementar). Nas autogestões, esse índice atinge seu mais alto patamar: 94,8%. “Buscar soluções para esta questão é essencial para as autogestões, já que a modalidade ainda é a alternativa com melhor custo-­benefício para os trabalhadores com atendimento de qualidade. Por concepção, não temos reajustes muito altos, já que não visamos o lucro, no entanto, nossa carteira de idosos é a maior do setor e só aumenta, o que ajuda a elevar a sinistralidade. É um ciclo complexo de ser encerrado”, observa o vice-­presidente da UNIDAS, João Paulo dos Reis Neto.

A Pesquisa UNIDAS 2016 apontou aumento do total de beneficiários com 59 anos ou mais dos planos de saúde de autogestão, que tradicionalmente já reúnem a massa mais envelhecida da saúde suplementar. Na última pesquisa, de 2015, a proporção era de 26,6%. Agora é de 29,9%. O levantamento também mostrou redução da proporção nas primeiras quatro faixas, indicando um envelhecimento da massa assistida das empresas participantes – um padrão que vem sendo observado nos últimos três anos.

O aumento do número de pessoas com mais de 59 anos implica em maiores custos e maior utilização do plano. O número de consultas por beneficiário/ano na última faixa etária é quase o dobro da primeira faixa. E de exames, mais que o triplo. A taxa de internação por beneficiário/ano, um dos indicadores sensíveis ao envelhecimento da massa, aumentou em 7,2%. No caso dos beneficiários com 59 anos ou mais, a taxa de internação média é de 24%, já dos jovens entre 19 e 23 anos, esse índice é de 7,4%. O custo médio por internação da última faixa etária é de R$ 19,1 mil ante R$ 7,6 mil da primeira faixa (até 18 anos).

Além do elevado número de idosos, há também uma oferta de procedimentos maior que o estipulado pela ANS, o que dá abertura para mais exames e procedimentos. Uma alternativa para redução deste índice é o investimento maior no acompanhamento do atendimento primário à saúde reduzindo volume de exames desnecessários e até de internações – 21% das internações hospitalares são por causas evitáveis.

O Seminário UNIDAS ocorre nos dias 10 e 11 de abril no hotel Windsor Plaza Brasília (SHS Qd 05 bl. H), em Brasília, e terá a participação de importantes entidades do setor de saúde suplementar: Abramge, FenaSaúde e Unimed além do presidente da ANS, José Carlos Abrahão.

Fonte: Segs.com.br