Cartões pré-pagos de saúde podem custar até 15 vezes mais que um plano integral

São Paulo – Os cartões pré-pagos de saúde ganharam o mercado como uma alternativa prática e eficaz de controlar as finanças. Contudo, não são todos os cartões pré-pagos que representam economia. Um levantamento realizado pela Proteste (Associação dos Consumidores) mostrou que cartões pré-pagos de saúde chegam a custar até 15 vezes mais em comparação com um plano integral, que dá direito ao atendimento completo, incluindo internações.

Para utilizar essa modalidade de produto, o consumidor deve realizar uma recarga prévia, assim como acontece para a telefonia. Além disso há cobrança da taxa de adesão, que varia de acordo com o plano escolhido. O sistema prevê recargas conforme o valor da consulta ou do exame, através de postos credenciados.

Porém, os principais órgãos de defesa do consumidor, o Conselho Regional de Medicina e a própria ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) são contra a comercialização desse tipo de produto. A agência, inclusive, não regulamenta esse mercado de pré-pago e ainda proíbe o envolvimento das operadoras de plano de saúde. Mesmo assim, é possível encontrar diversos cartões pré-pagos de saúde no mercado.

O barato que sai caro

Para analisar as condições desses produtos com o plano autorizados, a Proteste montou dois perfis, comparando três opções: cartão pré-pago, plano ambulatorial, que cobre somente consultas e exames, e plano integral, que dá direito ao atendimento completo (incluindo internações hospitalares). Apesar da mensalidade do cartão pré-pago sair mais em conta para o consumidor que os valores de um plano de saúde (um cartão custa, em média, R$ 34,90 contra R$341,00), ao somar o valor das consultas, exames e uma possível internação, os preços se invertem.

Fonte: Infomoney – Luiza Belloni Veronesi