Néos Previdência vai diversificar investimentos

Dois meses após formalizar a incorporação da Faelba, Celpos e Fasern, que ocorreu no último dia 1º de outubro, a Néos Previdência Complementar prepara sua política de investimentos para 2021 de maneira já centralizada e vai buscar a diversificação de carteiras de acordo com as peculiaridades de cada um dos seus sete planos de benefícios. São três planos na modalidade de Benefício Definido e quatro de Contribuição Definida, cada um destes últimos com diversos perfis de investimentos. “Além dos seis planos que vieram das entidades incorporadas, criamos também um CD específico para a patrocinadora, que é o grupo Neoenergia”, conta o diretor presidente da fundação, Augusto da Silva Reis. Nesta primeira etapa de adequação os perfis de investimento foram mantidos com suas características originais inalteradas e a política de investimentos será desenhada com base nisso. “Mas a tendência será buscar no futuro uma modelagem de perfis padronizada”, observa o dirigente.

Em 2020, a Néos espera fechar o ano com rentabilidade que permitirá cumprir sua meta atuarial, de INPC mais 4,19% ao ano. As taxas de juros atuariais são de respectivamente 4,19% para os planos oriundos da Bahia (Faelba) e de 4,50% para os planos oriundos de Pernambuco (Celpos) e do Rio Grande do Norte (Fasern). Reis lembra que as três fundações já tinham um histórico de superar metas. “Este ano foi mais desafiador por conta da pandemia e em setembro, na véspera da incorporação, o mercado ficou difícil, principalmente devido aos movimentos com LFTs. Em outubro houve uma melhoria e novembro foi muito bom, então se tudo correr bem estimamos fechar o ano dentro da meta”, afirma.

As sinalizações do cenário são claras e a Néos deverá olhar com mais atenção para os fundos de crédito e Fundos de Investimento Imobiliário, aumentar a alocação em exterior, que hoje varia de perfil para perfil mas não chega perto do limite legal de 10%. Também será mantido o espaço dos fundos multimercados, que deverão ocupar papel importante. “O grande lance é que a renda fixa tradicional, baseada no CDI, não atende mais as necessidades dos participantes, sobretudo nos planos CD, porque eles precisam acumular reservas e o juro muito baixo não permite isso”, sublinha Reis. O movimento, porém, será feito com cuidado para buscar mais rentabilidade sem trazer muito risco para os perfis mais conservadores. Para os demais, “o campo está aberto”.

A nova fundação está em pleno processo de transição e até o momento conseguiu centralizar as áreas de investimentos, benefícios, contabilidade, jurídica e de comunicação, mas o grande teste de harmonização está ocorrendo agora e só será consolidado dentro de alguns meses. “Conseguimos avançar bastante mas ainda há muito a ser feito e pontos a corrigir porque eram três culturas distintas; o importante é que todos os processos já estão dentro da Néos”, afirma o presidente. A equipe total é de 45 pessoas, mais enxuta em relação ao número de pessoas empregadas nas três fundações, que era de 65 pessoas, mas os vinte profissionais que não puderam ser aproveitados na entidade foram redirecionados pela patrocinadora. “A redução do número de pessoas foi uma consequência natural da otimização mas não houve qualquer problema e todos foram reaproveitados porque contamos com o apoio e ajuda da patrocinadora”, explica Reis.

Fonte: Revista Investidor Institucional