Seguradoras fazem cobertura até de erros de gestão

???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????As médias e pequenas empresas recebem hoje um atendimento diferenciado dentro das seguradoras. São profissionais especializados pensando em estratégias para atrair mais de 3 milhões de empresas que ainda não dispõem de seguro empresarial, de acordo com estatísticas da Confederação das Seguradoras (CNSeg). Já há coberturas exclusivas para comércio e serviços, como pet shop, cabeleireiro, escolas, bem como para pequenas indústrias, como de metais, bebidas não alcoolicas, vinícolas, calçados, entre outros que surgem mensalmente.

A Liberty Seguros foi a pioneira no lançamento de produtos de nicho em março de 2009. Hoje conta com 24 produtos voltados para pequenos negócios, com riscos de até R$ 10 milhões. São mais de 30 opções de cobertura oferecidas para cada segmento, que podem ser contratadas adicionalmente às coberturas tradicionais de roubo, furto, incêndio e danos elétricos. “Em 2014, fechamos o ano com crescimento de 9,4% e para 2015 nossa expectativa é que os números melhorem ainda mais”, diz Rosy Brode Herzka, diretora de seguros patrimoniais empresariais da Liberty Seguros.

Segundo ela, o foco neste ano é prestar consultoria aos corretores e clientes para entender a operação de cada segurado como um todo, desde a entrada da matéria prima, armazenamento, sistemas protecionais e de que forma um acidente afetaria a operação da empresa, por quanto tempo e se há algum plano de contingência e emergência.

A Bradesco Saúde encerrou 2014 com aumento de 36,3% no faturamento do produto Seguro Para Grupos (SPG), de 3 a 199 vidas, com mais de 925 mil clientes em 103 mil empresas. “Esse número representa mais do que o triplo se comparado aos 290 mil segurados dessa carteira no final de 2009”, conta o presidente Márcio Coriolano. Em 2014, o faturamento da Bradesco Saúde e da Mediservice chegou a R$ 14,9 bilhões, o que representa crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Hoje a carteira de pequenas empresas representa 28% da receita de planos coletivos, enquanto que em 2008 representava 14%”, conta Coriolano. No ano passado, o segmento passou a ter coberturas antes exclusivas de grandes empresas. Em outubro, a AIG lançou um seguro para erros de gestão voltado especificamente a pequenas e médias empresas, com faturamento até R$ 200 milhões.

O Gestão Protegida 360° contém todas as coberturas que um D&O oferece, mas vai além e cobre também a empresa para reclamações relacionadas a atos de gestão e decisões empresariais. “Em empresas com administração familiar a dupla cobertura, tanto a pessoa física quanto a jurídica, é especialmente importante porque o patrimônio da empresa e o das pessoas físicas muitas vezes se confundem”, destaca Cristian Achurra, gerente de PME da AIG Brasil. Um destaque no produto é a extensão de cobertura para práticas trabalhistas indevidas, ligadas a danos morais causados a funcionários, uma vez que esse tipo de reclamação está cada vez mais presente no cotidiano empresarial.

Felipe Smith, diretor da Tokio Marine, é um dos executivos mais ativos. “Faço palestras educativas e pesquisas em parceria com o Sebrae para saber o que os empresários esperam das seguradoras. E o resultado é termos empresários protegidos de eventuais perdas e crescimento das vendas para o setor”, garante. Em 2014, as vendas para PME na Tokio avançaram 36% e no primeiro bimestre deste ano 32%. O sucesso, afirma, está em desenvolver coberturas diferenciadas, criadas a partir de conversas com corretores e empreendedores. Um exemplo é o seguro desenhado para consultórios médicos, que conta com orientação jurídica em caso de reclamação de clientes quanto a erros e omissões na prestação dos serviços. Tem também cobertura para objetos portáteis que incluem tablets, notebooks e ainda todos os instrumentos de uso profissional. Já no pacote para instituições de ensino, além dos riscos habituais, tem também cobertura de responsabilidade civil que ampara os alunos nas atividades realizadas dentro e fora da instituição, estendendo-se inclusive ao transporte diário escolar e a eventos como colações de grau, bailes de formatura, feiras culturais e quermesses.

Rafael Rodrigues, diretor de multiprodutos e transporte da Allianz Brasil, conta que a seguradora fechou 2014 com 90 mil clientes em carteira e a estimativa é encerrar 2015 com mais de R$ 60 milhões em vendas de coberturas para empresas com faturamento de até R$ 10 milhões. “Em abril lançaremos um cardápio com coberturas especiais para 30 segmentos tidos como prioritários, com preços reduzidos e assistência 24 horas. Incluem desde envio de ambulância para atender funcionários acidentados como a retirada de bens descartados para reciclagem”, informou. Uma loja de sapatos, por exemplo, pagará cerca de R$ 1 mil por ano para ter cobertura de prejuízos de até R$ 200 mil causados por incêndio e outras oito coberturas, incluindo de quebra de vidros a roubo.

Fonte: Valor Econômico

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