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Ata do Copom indica manutenção dos juros em 10,5% em 2025

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Photo by Karolina Kaboompics on Pexels.com

A taxa básica de juros da economia, a Selic, deve se manter em 10,50% este ano e em 2025. É o que indica a aguardada ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que acaba de ser divulgada, confirmando a expectativa de boa parte do mercado. Na semana passada, em decisão unânime, o Copom decidiu interromper a trajetória de corte das taxas de juros. Segundo o texto a manutenção da taxa é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”.

“Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 10,50% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2025. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Na ata o comitê diz avaliar que as conjunturas doméstica e internacional seguem mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária. E aponta, além de uma deterioração nas expectativas de inflação, com maior afastamento do centro da meta, a preocupação com o cumprimento do arcabouço.

“O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária. Políticas monetária e fiscal síncronas e contracíclicas contribuem para assegurar a estabilidade de preços e, sem prejuízo de seu objetivo fundamental, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.”

E acrescenta:

“O Comitê avalia que a redução das expectativas requer uma atuação firme da autoridade monetária, bem como o contínuo fortalecimento da credibilidade e da reputação tanto das instituições como dos arcabouços fiscal e monetário que compõem a política econômica brasileira. O Comitê não se furtará de seu compromisso com o atingimento da meta de inflação e entende o papel fundamental das expectativas na dinâmica da inflação.”

Sede do Banco Central — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Economia surpreende

A análise do Copom destaca que os dados da atividade econômica surpreenderam, especialmente quanto a” formação bruta de capital fixo e no consumo das famílias, sustentado primordialmente pelo mercado de trabalho, benefícios sociais e pagamentos de precatórios.”

“No agregado, o Comitê avaliou que as projeções atualizadas da atividade revelam-se de fato mais fortes para o ano. O Comitê novamente avaliou que há surpresas recorrentes apontando para elevado dinamismo do mercado de trabalho, corroborando um cenário de mercado de trabalho apertado. O Comitê avalia que o hiato do produto, que se encontrava levemente negativo na última avaliação divulgada, mas que já vinha sendo objeto de estudo utilizando diferentes métodos ao longo dos últimos meses, está agora em torno da neutralidade.”

A tragédia provocada pelas enchentes no Rio Grande do Sul também aparecem na análise:

“Permanecem incertezas sobre a intensidade da queda de atividade e sua recuperação subsequente, bem como sobre a diminuição do estoque de capital, causadas pelas enchentes e inundações.

Fonte: O Globo

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