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FenaSaúde alerta para prejuízo operacional de R$4,4 bilhões dos planos de saúde no segundo trimestre de 2022

Stock market indicator and financial data view from LED. Double exposure financial graph and stock indicator including stock education or marketing analysis. Abstract financial indicator background.

Resultado é seis vezes pior que o mesmo período do ano passado. FenaSaúde alerta para deterioração do setor

No segundo trimestre de 2022, as operadoras de planos médico-hospitalares tiveram o pior resultado operacional da série histórica divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): um prejuízo de 4,4 bilhões. O alerta é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 14 grupos de operadoras de planos de saúde responsáveis por 41% dos beneficiários de planos do país.

Além do prejuízo operacional, os planos médico-hospitalares tiveram um resultado líquido negativo na ordem de R$1,7 bilhão. Na análise da diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente, a saúde suplementar brasileira está em processo preocupante de deterioração financeira, resultado da sobrecarga herdada da pandemia e por mudanças estruturais que tornarão a assistência continuamente mais caras. “Esses resultados reforçam o quanto os recursos são finitos e se tornam ainda mais relevantes diante de medidas que impactarão de forma relevante a sustentabilidade do setor, como a recente aprovação do projeto de lei n° 2.033/2022”, afirma. O PL aprovado pelo Congresso afrouxa os critérios para incorporação de procedimentos e medicamentos na cobertura obrigatória dos planos de saúde.  

Outro ponto que chama a atenção nos resultados apresentados pela ANS é o índice de sinistralidade dos planos médico-hospitalares, um dos mais importantes indicadores da saúde suplementar. No segundo trimestre de 2022 a sinistralidade foi de 91,7%.  O acumulado do ano já é de 88,8%. A sinistralidade mostra a relação entre as receitas das operadoras (contraprestações) e os pagamentos feitos pelos planos para exames, consultas, internações, medicamentos e cirurgias. Fazendo um comparativo, é como se a cada a cada R$ 100 reais dos custos das operadoras de saúde no trimestre, R$ 91,70 fossem destinados ao pagamento de despesas assistenciais.

Fonte: FenaSaúde

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