
A Pesquisa UNIDAS 2016 apontou aumento do total de beneficiários com 59 anos ou mais dos planos de saúde de autogestão, que tradicionalmente já reúnem a massa mais envelhecida da saúde suplementar. Na última pesquisa, de 2015, a proporção era de 26,6%. Agora é de 29,9%. O levantamento também mostrou redução da proporção nas primeiras quatro faixas, indicando um envelhecimento da massa assistida das empresas participantes – um padrão que vem sendo observado nos últimos três anos.
O aumento do número de pessoas com mais de 59 anos implica em maiores custos e maior utilização do plano. O número de consultas por beneficiário/ano na última faixa etária é quase o dobro da primeira faixa. E de exames, mais que o triplo. A taxa de internação por beneficiário/ano, um dos indicadores sensíveis ao envelhecimento da massa, aumentou em 7,2%. No caso dos beneficiários com 59 anos ou mais, a taxa de internação média é de 24%, já dos jovens entre 19 e 23 anos, esse índice é de 7,4%. O custo médio por internação da última faixa etária é de R$ 19,1 mil ante R$ 7,6 mil da primeira faixa (até 18 anos).
Além do elevado número de idosos, há também uma oferta de procedimentos maior que o estipulado pela ANS, o que dá abertura para mais exames e procedimentos. Uma alternativa para redução deste índice é o investimento maior no acompanhamento do atendimento primário à saúde reduzindo volume de exames desnecessários e até de internações – 21% das internações hospitalares são por causas evitáveis.
O Seminário UNIDAS ocorre nos dias 10 e 11 de abril no hotel Windsor Plaza Brasília (SHS Qd 05 bl. H), em Brasília, e terá a participação de importantes entidades do setor de saúde suplementar: Abramge, FenaSaúde e Unimed além do presidente da ANS, José Carlos Abrahão.
Fonte: Segs.com.br