
“Se a inflação da saúde continuar acima do IPCA, a tendência é que no longo prazo as reservas diminuam, sendo necessário ampliar o valor de contribuição para o plano de saúde”, afirma Luiz Carlos Cotta, diretor-presidente da Faeces, e responsável na Abrapp pela autogestão em saúde das entidades. Embora na Faeces a base ainda seja relativamente pequena, com 400 vidas assistidas, Cotta destaca que em outras entidades o plano de saúde já representa parcela signficativa, como na Sanepar, que tem R$ 80 milhões de seus recursos aplicados no plano, e no Metrus, que tem quase R$ 100 milhões.
No encontro serão discutidos os desafios dos planos de saúde com o aumento da longevidade da massa de assistidos, e com um mercado que não entrega mais os mesmos retornos do passado. “Sem uma boa rentabilidade, é preciso aumentar a contribuição, e é muito ruim aumentar a contribuição da pessoa que ao se aposentar já teve uma redução”, diz o executivo.
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