RedeD’Or investe em hospitais premium

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Grupo vai abrir três unidades da bandeira Star em Recife, Belo Horizonte e Salvador, além de ampliar os hospitais atuais da marca em SP e DF

A Rede D’Or está construindo hospitais da bandeira Star, voltada ao público premium, em Recife, Belo Horizonte e Salvador, além disso está ampliando suas unidades de São Paulo e Distrito Federal. Os projetos ficarão prontos entre 2022 e 2025 e fazem parte do investimento de R$ 17 bilhões previsto pelo grupo para expansão orgânica, no período de cinco anos.

Lançada em 2016 com uma unidade no Rio, a marca Star virou referência em pouco tempo no segmento de alto renda e hoje já concorre diretamente com os grupos hospitalares Sírio-Libanês e Albert Einstein. Além de investimentos em hotelaria e equipamentos de primeira linha, a Rede D’Or vem contratando médicos e profissionais de saúde que até então trabalhavam nos concorrentes. Entre eles estão por exemplo, o oncologista Paulo Hoff, a cardiologista Ludhmila Hajjar, ambos ex-Sírio, e o cirurgião Antonio Luiz Macedo, que foi do Einstein durante vários anos. Além de atrair pacientes, os “medalhões” levam junto suas equipes médicas.

Um dos critérios para a escolha de novas praças é a oferta de médicos na região. “Nas praças que estamos entrando há ótimos profissionais, muitos ligados às universidades das cidades”, disse Paulo Moll, presidente da Rede D’Or. O grupo e a família Moll, que controla o negócio, se comprometeram a investir R$ 1 bilhão no Instituto D’Or para pesquisas científicas, nos próximos dez anos.

Nesta pandemia, os cientistas da casa trabalharam em parceria com as universidades de Oxford e Unifesp para testagem da vacina AstraZeneca no Brasil. O investimento em pesquisa e a possibilidade de publicar artigos científicos fazem parte do pacote oferecido aos médicos. Além disso, no próximo ano, a Rede D’Or inicia seu projeto de criação de uma faculdade de saúde, que terá cursos de enfermagem e medicina, no Rio de Janeiro. O Sírio-Libanês tem também um projeto de abertura de uma faculdade de medicina, que deve ser concretizada em breve. O Einstein já conta com a graduação, que é uma das mais procuradas e conceituadas do país. A Rede D’Or, para fazer investimentos em pesquisa, na construção de hospitais e em aquisições, conta com um caixa robusto, que no fim do primeiro semestre, somava R$ 14,6 bilhões.


Em relação ao desempenho do balanço, a comparação com o segundo trimestre de 2020 fica prejudicada porque na época o volume de procedimentos médicos teve forte redução por conta da deflagração da pandemia. Mas em relação ao primeiro trimestre deste ano, que tem servido de referência para empresas do setor, a Rede D’Or também cresceu. A companhia apurou lucro líquido de R$ 478 milhões, no segundo trimestre. Um ano antes havia tido prejuízo de R$ 306 milhões. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve uma alta de 18,7%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 1,2 bilhão também revertendo o prejuízo de R$ 138,3 milhões, apurado no segundo trimestre de 2020. Na comparação com os três primeiros meses deste ano, houve uma alta de 9,7%. A receita líquida subiu 89,5% para R$ 5,2 bilhões. “A receita veio 8% acima de nossas expectativas e 11% acima do trimestre anterior”, informa relatório da XP, destacando que a Rede D’Or ainda tem a seu favor a forte agenda de aquisições.

“Estamos animados com nosso pipeline de aquisições. Há boas opções de hospitais de médio porte”, disse Moll. Desde outubro de 2020, a companhia anunciou 12 aquisições de hospitais, que juntos somam 1,6 mil leitos.

Fonte: Valor Econômico