Petros tem novo déficit em plano de benefício definido

Os planos de benefício definido da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, fecharam 2018 com novo déficit. O resultado ficou abaixo da meta atuarial e mesmo que tivesse atingido o objetivo de 9,66% ainda assim não teria sido suficiente para ter um resultado positivo no ano. “O aumento do déficit se deve, sobretudo, ao fato de os planos apresentarem insuficiência recorrente de recursos, frente aos seus passivos”, informou a fundação, em nota.

No ano passado, o plano PPSP foi cindido em dois independentes de benefício definido: PPSP – Repactuados (PPSP-R), que tem regras de correção dos benefícios pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e PPSP-Não Repactuados (PPSP-NR), vinculado os reajustes dos trabalhadores da ativa da Petrobras. O primeiro teve ganhos de 7,24% e um déficit acumulado de R$ 5,6 bilhões. Já o segundo teve valorização de 6,89% em 2018, com resultado negativo de R$ 2,8 bilhões.

“Mesmo que tivesse atingido a meta, haveria um déficit de R$ 4,719 bilhões, no PPSP-R, e de R$ 2,573 bilhões, no PPSPNR. Para que o déficit fosse eliminado, a rentabilidade do plano dos participantes repactuados deveria ter sido de 23,15% e a dos não repactuados, 36,50%”, informou a fundação. Os participantes dos dois planos já fazem contribuições adicionais para sanear os resultados negativos dos últimos anos, mas a fundação vem enfrentando um elevado grau de judicialização de participantes, o que,  segundo a Petros, vem agravando a situação de solvência dos planos. São 417 ações judiciais contra os aportes extras, todas ainda sujeitas a recursos.

O plano PP-2, de contribuição variável (CV), teve ganhos de 12,38% no ano passado, acima da meta de 9,35%. O ganho líquido foi de R$ 2,384 bilhões, 51% maior do que o de 2017, segundo a fundação. O superávit acumulado foi de R$ 291 milhões. Considerando o resultado consolidado de todos os planos que administra, a Petros encerrou 2018 com retorno líquido de R$ 6,025 bilhões nos investimentos e patrimônio de R$ 90,8 bilhões, uma alta de 4% em relação ao ano anterior.

Fonte: Valor Econômico