Petros pede mais prazo para equacionar déficit

Déficit-300x225A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, quer estender o prazo para apresentação do plano de equacionamento do déficit referente a 2015, que foi de R$ 22,6 bilhões.

Para isso, a fundação enviou uma solicitação à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para alteração da data, inicialmente prevista para 31 de dezembro. O equacionamento refere­se ao Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP). A fundação justificou o pedido devido às mudanças na composição da diretoria executiva desde setembro, que foram concluídas apenas no início do mês passado. “Diante disso, os novos dirigentes necessitam de maior prazo para analisar criteriosamente os diversos cenários e estudos existentes e buscar alternativas que possam mitigar o impacto do equacionamento nos rendimentos dos cerca de 80 mil participantes ativos e assistidos do PPSP”, disse a Petros, em nota.

A fundação não quis comentar. Quando anunciou o déficit, em julho de 2016, ela informou, baseada nas novas regras de solvência dos fundos de pensão, que o valor a ser equacionado, de cerca de R$ 16 bilhões, seria dividido entre a patrocinadora e participantes em até 18 anos. Na época, a Petros disse que a melhora da conjuntura econômica poderia reverter o resultado.

No primeiro semestre de 2016, o PPSP teve rendimento de 17,75% com renda fixa ­ ante avanço de 6,72 % do CDI no período. Esse fator contribuiu para uma rentabilidade de 8,24% no semestre, acima da meta atuarial de 7,35%. A diretoria da Petros também solicitou à Previc a realização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que deve definir todo o cronograma de elaboração e aprovação do plano de equacionamento a ser realizado ainda em 2017.

Até que o plano de equacionamento seja aprovado pelo Conselho Deliberativo da Petros, as contribuições de todos os associados seguem sem alteração.