Otimizar administração é vital para setor de saúde do País

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Em fórum virtual, líderes de organizações debatem como práticas de gestão podem gerar valor e cortar custos

A área da saúde tem passado por grandes transformações no âmbito da governança corporativa. Palavras-­chave como transparência, prestação de contas e responsabilidade corporativa passaram a fazer parte do jargão de empresários à medida que o setor se profissionalizou e passou a mirar outras chances de desenvolvimento. A abertura para o capital estrangeiro, possibilitada por uma lei que vigora desde janeiro, foi mais um estímulo para a otimização da gestão nesse ramo de negócio, marcado por empresas familiares.

Coordenador da Comissão de Governança em Saúde do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Luiz de Luca aponta que o estágio da governança no setor ainda é “embrionário”. Entretanto, ele pondera: “Isso não significa que não temos boas práticas nem que as instituições não estão sensíveis a isso”. Mesmo com a economia desaquecida, negócios na área ainda são promissores. “Em uma escala de importância de bens e serviços, saúde está no topo”, diz o ex­presidente de Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), José Reinaldo de Oliveira Junior. “Depois da folha de pagamento, plano de saúde é o 2.º custo para corporações”, afirma Luciana Lauretti, sócia da AzimuteMed.

Por isso, Luciana pondera que é vital trazer para o conselho um profissional para gerir a questão saúde. Nesse contexto, Evandro Rezera, CFO do Grupo Sanofi, explica que a governança deve visar a aumentar a eficiência de transações, “provendo indicadores que permitam a melhor tomada de decisão”. Transparência. Pilar da boa governança, a transparência precisa pautar as relações entre a empresa e o público, aponta a superintendente de TI da Seguros Unimed, Marcela Aranha: “Canais de comunicação são estratégicos, pois ajudam na fidelização”. Sócia da consultoria CTPartners, Magui Castro, completa que a transparência na gestão também “facilita o acesso a recursos”.

Estadão