Planos BD têm retorno de 6,15% e ficam longe das metas atuariais em 2014

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O retorno global do sistema de fundos de pensão em 2014, segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), ficou em 7,07% no ano passado. Ainda que melhor que 2013, quando os fundos de pensão tiveram retorno de apenas 2,02%, de acordo a informações da Previc, o resultado de 2014 foi decepcionante quando comparado ao CDI, que ficou em 10,82% no período e também pelo fraco desempenho do quarto trimestre do ano, quando as carteiras renderam 0,03%.

Os planos de benefício definido (BD) tiveram rentabilidade de 6,15% no ano, contra uma meta atuarial de 12,07% (IPCA mais 5,5% ao ano). Os planos BD representam hoje 71% dos ativos totais da indústria – que fechou 2014 com R$ 672,05 bilhões. Os planos de contribuição definida (CD) foram os que entregaram a melhor rentabilidade no ano passado, de 10,22%. Em seguida vieram os de contribuição variável (CV), com uma alta de 8,78%.

A renda variável foi a principal responsável pelo fraco desempenho das carteiras das fundações, principalmente dos planos BD, que possuem na média, maior concentração em ações. “O cenário doméstico em 2014 dificilmente poderia ser mais conturbado. Ano eleitoral, em que o resultado final das urnas só foi conhecido no último instante com o mercado reagindo a cada divulgação do resultado de pesquisas eleitorais. Soma-se a isso os gargalos de infraestrutura e elevada queda no desempenho da BM&FBovespa, face a enfrentamentos nas grandes empresas”, diz a Abrapp em comunicado.

Com o resultado do ano passado, os total de recursos garantidores dos planos superavitários recuou de R$ 38,2 bilhões para R$ 27,6 bilhões. Já o montante de recursos dos planos com déficit saltou de R$ 21,4 bilhões para R$ 31,4 bilhões.

Fonte: Investidor Institucional